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Amazonas combate mais de 24 mil focos de incêndio e reforça fiscalização ambiental

 


O Amazonas registrou 24.266 focos de incêndio entre junho e outubro de 2026, segundo balanço do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Diante do avanço das queimadas e da fumaça que atinge Manaus, o governo estadual anunciou a continuidade das operações de combate, monitoramento e fiscalização, além de reforçar a cobrança por punições aos responsáveis por crimes ambientais.

O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (26), durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec), com a participação de órgãos estaduais.

Segundo o comandante do CBMAM, coronel Orleiso Muniz, a fumaça que chegou à capital nos últimos dias tem origem em incêndios na região do Baixo Amazonas e em municípios do Pará. O governador Roberto Cidade afirmou que pretende dialogar com o governo paraense sobre medidas de controle dos focos de incêndio.

Bombeiros e brigadistas atuam em todo o estado

Entre 1º de junho e 25 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.878 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.266 focos. Desse total, 4.728 foram registrados em Manaus e 19.538 no interior.

Cerca de mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações. Para ampliar o atendimento em áreas de difícil acesso, o estado contratou duas aeronaves especializadas e conta atualmente com 18 aeronaves de diferentes órgãos, entre aviões e helicópteros.

Operações intensificam combate e fiscalização

O governo mantém três frentes principais de atuação contra as queimadas:

  • Operação Amazonas Mais Verde: iniciada em maio de 2026, atua no combate aos incêndios em 33 municípios. Entre junho e agosto, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas. A operação também recebeu 20 viaturas novas e 453 equipamentos multimissão.

  • Operação Tamoiotatá: iniciada em 23 de fevereiro, abrange 13 municípios e reúne equipes de combate a incêndios e fiscalização ambiental. O balanço registra R$ 235,9 milhões em multas, 504 autos de infração, 296 termos de embargo, mais de 34,8 mil hectares embargados e duas prisões.

  • Operação Alerta Fogo: coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), intensifica a fiscalização do uso ilegal do fogo com drones, imagens de satélite, dados de monitoramento e viaturas conectadas à internet.

Durante a reunião do Copec, Roberto Cidade reforçou que as ações continuarão integradas com o governo federal e as prefeituras. O estado também pretende intensificar a responsabilização dos autores de queimadas ilegais, diante dos impactos ambientais e dos riscos à saúde da população.

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