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    SUS capacita profissionais em tecnologia digital para produção de próteses dentárias em 409 municípios

     


    Municípios brasileiros estão recebendo a etapa prática de qualificação em fluxo digital para a confecção de próteses dentárias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prepara cirurgiões-dentistas e técnicos em prótese dentária para utilizar equipamentos tecnológicos que integram a estratégia de modernização e fortalecimento da saúde bucal no país.

    Os chamados combos de saúde bucal digital são compostos por scanner intraoral, notebook, softwares de planejamento, impressoras 3D, equipamentos de lavagem e pós-cura, nobreak e resinas específicas para diferentes tipos de próteses.

    O scanner intraoral permite capturar imagens de alta precisão das estruturas da boca, enquanto os softwares e as impressoras 3D possibilitam o planejamento e a fabricação digital das peças.

    “A proposta é que a entrega dos equipamentos seja acompanhada pela qualificação dos profissionais responsáveis por utilizá-los, contribuindo para que eles sejam incorporados efetivamente à rotina dos serviços”, reforça o coordenador-geral de Saúde Bucal, Edson Lucena.

    A iniciativa busca garantir que a incorporação das novas tecnologias resulte em maior capacidade de produção, agilidade e qualidade na reabilitação odontológica oferecida à população.

    As próteses confeccionadas são destinadas aos usuários do SUS, incluindo mulheres atendidas pelo Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.

    Equipamentos chegam a 409 municípios

    A entrega dos equipamentos que compõem os combos de fluxo digital e a realização das oficinas de qualificação ocorrem de forma gradual.

    Até o momento, 316 municípios já receberam os equipamentos. Ao todo, serão distribuídos 500 kits para 409 municípios brasileiros, sendo que algumas localidades receberão mais de um conjunto, conforme o porte populacional e a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento.

    A distribuição dos equipamentos, associada à formação dos profissionais, busca fortalecer a rede pública de saúde bucal e ampliar a oferta de próteses dentárias pelo SUS.

    Qualificação combina aulas virtuais e treinamento presencial

    A formação é destinada aos profissionais indicados pelos estados e municípios contemplados com os equipamentos. Cada combo contará com dois profissionais capacitados, prioritariamente aqueles que atuarão diretamente na implantação e operacionalização da tecnologia nos serviços de saúde.

    A qualificação começa com uma etapa teórica, disponibilizada em formato virtual para os municípios que já receberam os equipamentos necessários.

    A conclusão dessa fase é requisito para a participação na etapa prática, realizada presencialmente nos territórios e ministrada por professores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), instituição parceira do projeto.

    Durante as oficinas, os profissionais recebem orientações sobre a utilização dos equipamentos e os procedimentos necessários para incorporar o fluxo digital à rotina dos serviços odontológicos.

    Como funciona a produção digital de próteses

    O fluxo digital começa durante o atendimento odontológico, quando o profissional utiliza o scanner intraoral para capturar imagens das estruturas bucais e gerar um modelo tridimensional da boca do paciente.

    A partir desse modelo, a prótese é planejada em um software específico e, posteriormente, produzida por meio de impressão 3D.

    Após a impressão, são realizadas as etapas de lavagem, pós-cura, acabamento, caracterização e ajustes, até a instalação clínica da prótese.

    A etapa de pós-cura é fundamental para o acabamento final da peça, contribuindo para que o material utilizado na impressão alcance as características necessárias para sua aplicação.

    A incorporação dessas tecnologias reduz etapas dos métodos convencionais de fabricação, diminui as possibilidades de erros e retrabalho e contribui para tornar a produção das próteses mais ágil.

    Com a qualificação dos profissionais e a distribuição dos equipamentos, a estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento odontológico do SUS e facilitar o acesso da população à reabilitação dentária.

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