Ministério da Saúde instala base da Força Nacional do SUS em Porto Velho para atender emergências
O Ministério da Saúde instalou, nesta quinta-feira (22), uma base regional da Força Nacional do SUS (FN-SUS) em Porto Velho (RO), em meio à estiagem e à situação de emergência decretada no município. A estrutura busca ampliar a capacidade de prevenção e resposta a emergências de saúde pública na Amazônia Ocidental.
Instalada no Centro de Clima e Saúde da Fiocruz Rondônia, a unidade atuará no monitoramento de riscos, na identificação antecipada de ameaças e no planejamento de operações para mobilizar profissionais especializados e insumos conforme as necessidades de cada região.
A localização de Porto Velho facilita o atendimento a Rondônia, ao Acre e a comunidades de difícil acesso, com deslocamentos por rodovias, vias aéreas e pelo rio Madeira.
A equipe é formada por cinco profissionais das áreas de assistência à saúde, engajamento comunitário, logística, administração e gestão. O trabalho será integrado às secretarias estaduais e municipais de Saúde, à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Segundo o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a base funcionará como uma estrutura de inteligência para integrar informações e melhorar a resposta a situações de emergência.
Rede nacional terá novas bases até dezembro de 2026
Com a unidade de Porto Velho, a Força Nacional do SUS passa a contar com cinco bases regionais em funcionamento. As demais estão em Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM).
Outras quatro unidades estão previstas até dezembro de 2026, nas cidades de Fortaleza (CE), Recife (PE), Campo Grande (MS) e Belém (PA).
A iniciativa integra as ações de preparação do Sistema Único de Saúde para enfrentar eventos extremos relacionados às mudanças climáticas.
Nesse contexto, o AdaptaSUS, Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima para a Saúde, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. Entre as prioridades estão o fortalecimento da vigilância em saúde, a gestão de riscos, a adaptação da infraestrutura dos serviços e a proteção das populações mais vulneráveis.

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