Pesquisa sobre mudanças climáticas recebe R$ 50 milhões e aponta soluções para o Brasil
O investimento de R$ 50 milhões em pesquisas sobre mudanças climáticas começa a apresentar resultados com potencial de aplicação prática em diferentes setores do Brasil. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o CNPq concluíram, nesta quinta-feira (22), em Brasília, a avaliação de 38 projetos científicos voltados à compreensão dos impactos climáticos e ao desenvolvimento de soluções.
A etapa encerrou o seminário de avaliação dos 68 projetos selecionados pelo Edital nº 59/2022, financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A primeira fase ocorreu em abril deste ano, com a análise de 30 pesquisas.
Pesquisas podem aprimorar inventário de emissões
Entre os resultados apresentados estão estudos sobre agropecuária e florestas, com dados de campo que podem ajudar a aprimorar o Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, especialmente na identificação de fatores de emissão ainda pouco conhecidos.
Segundo os avaliadores, os projetos também contribuíram para a formação de pesquisadores, a criação de redes científicas, o desenvolvimento de patentes e startups e a publicação de estudos.
Para os pesquisadores envolvidos, os resultados demonstram a importância de manter o financiamento científico e ampliar o conhecimento necessário para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Recursos devem orientar novos editais
De acordo com o CNPq, o financiamento foi importante para manter pesquisas, bolsas de estudo, laboratórios e outras estruturas científicas em uma área que enfrentava escassez de recursos.
A avaliação dos projetos também servirá de subsídio para a elaboração de novos editais ligados ao programa SOS Clima Brasil, aprovado em maio de 2025 pelo conselho diretor do FNDCT, com foco no monitoramento e no enfrentamento das mudanças climáticas.
O edital contemplou cinco linhas de pesquisa, incluindo modelagem climática, adaptação e vulnerabilidade, prevenção de desastres, redução das emissões de gases de efeito estufa, divulgação científica e estudos econômicos voltados ao crescimento verde.
O investimento médio por projeto variou entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão, acima dos valores normalmente destinados a chamadas universais de pesquisa, que giram em torno de R$ 300 mil.

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