Qualidade do ar em Manaus chegou a nível péssimo; Prefeitura monitora fumaça de queimadas
A qualidade do ar em Manaus chegou a níveis considerados péssimos nos últimos dias, com concentração de partículas que atingiu média de 401,4 µg/m³ na manhã de sábado. Diante do cenário, a Prefeitura de Manaus utiliza sensores para monitorar a poluição atmosférica e avaliar riscos associados à fumaça das queimadas.
O acompanhamento é realizado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), com apoio do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Atualmente, os equipamentos estão instalados na sede da Defesa Civil, no bairro Compensa, zona Oeste, e no ramal do Brasileirinho. Os sensores medem a concentração de material particulado no ar, permitindo identificar alterações e acompanhar períodos de maior presença de fumaça na capital.
Segundo o secretário-executivo da Defesa Civil, coronel Lima Júnior, parte da fumaça que atinge Manaus tem origem em queimadas registradas em municípios próximos, como Itacoatiara e Autazes, além de outros estados.
Sistema classifica qualidade do ar
A plataforma Selva utiliza faixas de concentração de partículas para classificar a qualidade do ar em cinco níveis: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima.
De acordo com Guilherme Figliuolo, chefe da Divisão de Suporte da Defesa Civil, Manaus registrou, desde o dia 7, pontos com índices acima de 125 µg/m³, faixa considerada péssima pelo sistema.
No último fim de semana, os indicadores atingiram níveis ainda mais elevados, com média de 401,4 µg/m³ na manhã de sábado, segundo os dados divulgados pela Defesa Civil.
Prefeitura estuda ampliar monitoramento
As informações coletadas pelos sensores ajudam a Defesa Civil a avaliar riscos ambientais, subsidiar possíveis alertas e orientar a população sobre medidas de proteção. O trabalho também apoia o Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec).
As ações preventivas são desenvolvidas em parceria com outras secretarias municipais, incluindo Saúde e Educação, além de instituições de pesquisa, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UEA.
A Prefeitura de Manaus também estuda instalar novos sensores em pontos estratégicos da cidade para ampliar a cobertura do monitoramento e melhorar a precisão das orientações à população durante episódios de poluição atmosférica.

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